Renda Fixa – O que é? Como investir?

O Brasil possui a maior taxa de juros do planeta, e por isso, a renda fixa brasileira ainda é uma das melhores formas de rentabilizar seu dinheiro com segurança. Mas, o que é de fato “Renda Fixa”? Como funciona? Quais investimentos são “Renda Fixa”? Quem pode investir em renda fixa? Nesse artigo, iremos esclarecer essas e outra dúvidas, para que você aprenda de vez, como investir em renda fixa, identificando os melhores investimentos para você e possa ganhar muito dinheiro.

O que é renda fixa?

Não nenhuma novidade e todo mundo sabe que os bancos emprestam dinheiro para as pessoas e lucram muito com isso, cobrando juros por esse serviço. O que muita gente não sabe é que elas também podem emprestar seu dinheiro ao banco e ele irá devolver, pagando juros por isso. Isso é a renda fixa: Quando você empresta dinheiro para um banco, instituição financeira ou governo federal, e ela te devolve com juros, após um prazo determinado. Ou seja, investir em renda fixa, nada mais é que emprestar o seu dinheiro a uma instituição financeira.

Quais os títulos de renda fixa?

O que caracteriza um investimento como renda fixa é o fato dele possuir uma data de vencimento e um indexador de rentabilidade, como por exemplo a taxa de juros, a selic e a inflação (o IPCA). No mercado financeiro, existem muitos tipos de títulos de renda fixa, que podem ser classificados em dois grandes grupos: Títulos público e Títulos privados. Sendo as principais aplicações o tesouro direto, CDB, LCI, LCA e LC.

Quem pode investir em renda fixa?

Qualquer pessoa maior de 18 anos que possua CPF válido, uma conta em banco e/ou corretora.

Vantagens de investir na Renda fixa

  • Muito fácil de entender;
  • Valor inicial de investimento baixo (a partir de R$30,00);
  • Rentabilidade superior a poupança;
  • Garantia dada pelo FCG (Fundo garantidor de crédito) até R$250mil por CPF;
  • Muitas opções de investimento com liquidez diária.

Títulos públicos – O que é? Quais os tipos?

Os títulos públicos, emitidos pelo tesouro nacional, são mais conhecidos como Tesouro Direto. Nele existem dois tipos principais de aplicações:

  • Pré-fixados – aqueles que dizem o quanto você vai ganhar no vencimento da aplicação;
  • Pós- fixados – aqueles títulos que dependem de um indexador específico, podendo ser a SELIC ou IPCA.
  • Existem ainda, as opções com ou sem Cupom Semestral, esses cupom são rendimentos da aplicação que são pagos ao investidor semestralmente. O ideal é que você opte por “sem cupons semestrais”, de forma que o seu rendimento irá somar ao montante principal, potencializando assim, o efeito dos juros compostos.

Tesouro direto – Taxas e imposto de renda

Nos títulos públicos, existe a cobrança de uma taxa de custódia de o,3% ao ano, paga para BM&BOVESPA e uma taxa de administração, paga as corretoras. Essa taxa de administração, vem caindo em desuso pois, a maioria das corretoras não cobram mais pelo serviço.

Contratar esse tipo de investimento através de um banco não é um bom negócio, por conta das altas taxas de administração que acabam por levar todo lucro das aplicações.

O imposto de renda é descontando na hora do saque do investimento. Ele pode variar de 22,5% se forem resgatado entre 0 e 6 meses; 20% para resgate entre 6 e 12 meses; 17,5% para resgato entre 12 e 24 meses e 15% para os resgatados após 24 meses.

Tesouro direto – Investimento inicial

Apesar de não ser necessariamente o melhor tipo de investimento, o tesouro direto é a melhor opção para quem vai começar a investir com pouco dinheiro. Permitindo que você comece a investir com apenas R$30,00.

Tesouro direto- Vencimento e liquidez

Uma das características dos títulos de renda fixa é o prazo determinado. Apesar do ideal ser você manter o seu dinheiro até o final do prazo, é possível sacar o dinheiro antes do vencimento, entretanto, tenha em mente que o rendimento pode não ser aquele que foi acordado no momento da compra do título, a chamada marcação a mercado.

Os títulos do tesouro possuem liquidez diária, isso significa que ao solicitar saque, seu dinheiro ficará disponível em conta no dia útil seguinte a solicitação.

Títulos privados – O que é? Quais os tipos?

Os títulos privados são emitidos por instituições financeiras e, assim como os públicos, possuem dois tipos de aplicações:

  • Pré-fixados – aqueles que dizem o quanto você vai ganhar no vencimento da aplicação;
  • Pós- fixados – aqueles títulos que dependem de um indexador específico, podendo ser a SELIC ou IPCA.

Os títulos provados de renda fixa são: LCI, LCA e CDB, que são emitidos pelos banco e LC, emitidos por financeiras.

Títulos privados – Investimento inicial e rendimento

Os títulos privados, possuem valor mínimo de investimento inicial de R$1.000,00, em alguns casos.

Os rendimentos em CDB, LCI e LCA sempre serão proporcionais ao valor investido, prazo de aplicação e segurança. Ou seja, quanto maior o valor investido, maior prazo e menor for a instituição financeira emissora do CDI, maior será o seu rendimento.

O que é CDB?

CDB é a sigla para certificado de depósitos bancários. São títulos nominativos, emitidos pelos bancos e vendidos ao público como forma de capitação de recursos para repasse a terceiros em forma de empréstimos.

Assim como nos títulos públicos, o CDB também possui duas modalidades principais: pré-fixado e pós-fixados. A diferença é que o indexador dos CDB pós-fixado costuma ser o CDI. Na prática, os bancos oferecem rentabilidade de porcentagem do CDI, cabendo a você avaliar a vantagem de cada um.

CDB – Vencimento, liquidez e imposto de renda

A maioria dos CDBs possuem liquidez diária, ou seja, você pode solicitar o saque e no dia útil seguinte, o dinheiro estará disponível em sua conta. Mas, o retorno será menor do que seria se você aguardasse até o dia do vencimento.

Assim como no tesouro direto, o imposto de renda do CDB incide somente sobre os rendimentos e é descontando na hora do saque. Ele pode variar de 22,5% se forem resgatado entre 0 e 6 meses; 20% para resgate entre 6 e 12 meses; 17,5% para resgato entre 12 e 24 meses e 15% para os resgatados após 24 meses. Esse imposto de renda é cobrado automaticamente, não precisa pagar nada, na hora que o dinheiro voltar para conta da corretora, já voltara com o imposto descontado.

Diferença entre CDB em corretora e CDB em banco

No banco, você só terá acesso ao CDB do próprio banco, na corretora, você terá acesso aos mais diversificados CDBs disponíveis no mercado. Desde bancos pequenos aos gigantes. Geralmente, são nas pequenas instituições financeiras que vocês irão encontrar as melhores taxas. Isso acorre porque como eles são menores e não são muito conhecidos, não possuem tanta credibilidade quanto os grandes bancos e, para conseguir captar mais recursos, pagam mais por seu dinheiro.

Para se proteger ao escolher um CDB de um banco pequeno, o qual você nunca ouviu falar, tenha o cuidado para ficar dentro da faixa assegurada pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que é de R$250.000,00 por CPF.

O que é LC? Qual a rentabilidade da LC?

LC é a sigla para letra de crédito. Esse tipo de título é emitido pelas financeiras que, assim como os bancos que emitem o CDB, tem o objetivo de captar dinheiro para oferecer empréstimo para pessoas físicas.

A rentabilidade da LC tem como principal indexador o CDI (certificado de depósito interbancário) que possui variação de acordo a taxa de juros do Brasil, ou seja, dia após dia essa taxa pode flutuar de acordo as perspectivas de taxas de juros futura. Na prática, a rentabilidade funciona assim: supondo que você tenha contratado uma LC com taxa de 100% do CDI, sua aplicação será corrigida exatamente pelo valor do CDI, caso o seu título pague 95% do CDI, seu rendimento acompanhará a curva, mas será menor que o indexador. Aora, se o seu título paga 105% do CDI, sua rentabilidade será maior que o indexador. Então, quanto maior for a porcentagem do CDI, mais você ganha.

O que são LCI e LCA?

LCI é a sigla para Letra de crédito Imobiliário, quando o banco empresta o seu dinheiro para financiar negócios imobiliários Já a LCA é a sigla para Letra de crédito do Agronegócio, quando o banco pega o seu dinheiro e empresta para financiar negócios do setor agropecuário.

Não são todos os bancos que oferecem esse tipo de investimento pois, tanto a LCI quanto a LCA dependem de lastro, ou seja, são lastreados em alienação fiduciária. Quando o imóvel ou agronegócio fica alienado ao banco até a quitação total do contrato de financiamento.

LCI e LCA – Investimento inicial , rendimento e segurança

O investimento inicial na LCI e na LCA podem variar de acordo a instituição financeira, com valores iniciais entre R$1.000,00 e R$5.000,00.

Os rendimentos são calculadas com base em um indexador e referencial, o CDI. Geralmente, os grandes bancos oferecem uma rentabilidade menor e os pequenos e médios, uma rentabilidade maior, devido aos riscos, mas cobertos pelo FGC e você ficará seguro, caso invista até o máximo protegido pelo fundo.

LCI e LCA – Taxas, imposto de renda e liquidez

O diferencial das letras de crédito imobiliário e agropecuário é que não ha tributação do imposto de renda. Entretanto, esses títulos de renda fixa não possuem liquidez, ou seja, o sue dinheiro i’r aficar preso na aplicação e você só poderá retirar no vencimento. A dica é investir nessa modalidade, apenas quando tiver certeza que não irá precisar o dinheiro antes do prazo.

Quais os riscos e cuidados ao investir em renda fixa?

Apesar de toda segurança e facilidade, você não está isento de tomar alguns cuidados, antes de escolher investir em determinado título de renda fixa, você deve ficar de olho em alguns fatores que podem comprometer ou alavancar o seus ganhos com modalidade de investimento, como: altas taxas de administração, incidência de imposto de renda, prazos e indexadores.

Apesar de, tanto os títulos públicos, quanto os privados serem assegurados pelo FCG, os riscos de não receber o seu dinheiro são:

  • Título Público – O risco é tesouro nacional não pagar
  • Título Privado -o risco está diretamente ligado ao emissor de cada um dos títulos. Ou seja, nos títulos LCI, LCA e CDB, o risco é o banco emissor falir. Na LC, o risco é a financeira falir.

Qual título tem melhor rentabilidade na renda fixa? Público ou Privado?

CDB e LC possuem melhores rentabilidades em relação ao títulos públicos, com incidência de imposto de renda nos dois seguimentos, mais a cobrança de 0,3% ao ano da BM&FBOVESPA sobre os títulos públicos. Já as LCI e LCA não possuem incidência de imposto de renda

Como investir em renda fixa?

O primeiro passo é abrir uma conta em uma corretoras. Existem diversas o mercado, como: Modal Mais, Easynvest, Rico, XP Investimentos, entre outras. Pois os bancos tradicionais não estão interessados em pequenos investidores. Para eles, o pequeno investidor é aquele que possui até R$500 mil investidos. As instituições financeiras tradicionais se interessam por grandes investidores, por conta do percentual que eles ganham sobre o dinheiro investido.Os bancos preferem ganhar dinheiro com os pequenos investidores, emprestando dinheiro, pois os juros cobradas são bem mais vantajosos do que as porcentagens nos investimentos.

O melhor lugar para investir o seu dinheiro, seja pouco ou muito, é em uma corretora de valores. Nas corretoras você terá acesso a uma cartela bem maior de investimentos em renda fixa. No banco tradicional, você só terá acesso ao CDB do próprio banco, por exemplo, na corretora, você terá acesso a CDBs de diversos bancos, podendo optar pelo que melhor atender as usas exigências e expectativas.

Após abrir sua conta em uma corretora, você deve transferir os valores que pretende investir, escolher o título de renda fixa que deseja e investir. Atualmente, você consegue fazer todo o processo, desde a abertura da conta, pela internet. as interfaces dos sites das corretoras são bem intuitivas e você conseguirá realizar seus investimentos sem maiores problemas. Além disso, as corretoras contam com suporte de atendimento ao cliente e, em caso de dúvidas, basta entrar em contato.

Qual tipo de renda fixa escolher?

Para escolher onde investir o seu dinheiro, você deverá levar em consideração os riscos que está disposto a assumir, os custos que deseja pagar e qual o seu objetivo (em quanto tempo pretende ter seu dinheiro de volta). Por exemplo, se você deseja um investimento de curto prazo, o tesouro selic, o LCI ou LCA são boas opções. Para investimentos de médio prazo, o CDB e LC são melhores opções por possuirem alíquota de imposto de renda menores e o tesouro pré-fixado, são mais indicados. Agora, se seu objetivo é para longo prazo, o título público chamado NTN-B que é corrigido pela inflação mais uma taxa pré-fixada garantem, maior rentabilidade, protegendo você contra inflação. Mas, antes de alocar seu dinheiro em apenas uma das opções, saiba que a melhor escolha é diversificar seus investimentos em curto, médio e longo prazo. Estabelecendo um valor para cada objetivo e aproveitando o melhor de cada investimento.

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